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TDT recua em 2025: só 6,3% das famílias tem exclusivamente TDT

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09.01.2026

Em 2025, cerca de 6,3% das famílias utilizava exclusivamente a Televisão Digital Terrestre (TDT), que permite assistir à emissão dos canais generalistas nacionais em direto e gratuitamente, registando-se uma diminuição de 1,1 pontos percentuais (p.p.) face ao ano anterior.

O acesso simultâneo à TVS (serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição) e à TDT nas residências principais atingiu 16,3% das famílias (+0,1 p.p. que no ano anterior).

Percentagem de famílias com TDT em residências principais atingiu o valor mais baixo desde 2016

Considerando exclusivamente as residências principais, 89,2% das famílias dispunham de TVS, tratando-se do principal meio de acesso ao sinal de TV utilizado pelas famílias. Por sua vez, a TDT foi utilizada por 22,7% das famílias na sua residência principal, não necessariamente de forma exclusiva. Desde 2022 que a percentagem de famílias com acesso à TDT tem vindo a diminuir, e em 2025 atingiu-se o valor mais baixo desde que se recolhe este tipo de informação (2016).

Entre as famílias com residências secundárias cerca de 43,1% referiu ter algum acesso TDT nessas habitações, inferior ao registado em 2024 (46,0%). 

Considerando as residências principais e as famílias com residências secundárias, estima-se que cerca de 24,4% dispunham de um acesso ao sinal de TV através da TDT, sendo este valor inferior ao registado no ano anterior (-1,3 p.p.).

Número de televisores TDT atingiu 1,5 milhões

No que se refere ao número de equipamentos, em 2025, contabilizaram-se 1,5 milhões de televisores com acesso à TDT, 1,3 milhões em residências principais e 211 mil em residências secundárias. Registou-se um decréscimo no número de televisores com acesso à TDT face ao ano anterior (-1,0%).

Centro e Norte foram as regiões com maior percentagem de utilizadores com acesso exclusivo à TDT 

A utilização da TDT pelas famílias varia com a localização geográfica, tanto nas residências principais como nas residências secundárias. 

As regiões Centro (9,3%) e Norte (8,0%) foram as que registaram uma maior percentagem de famílias com acesso exclusivo à TDT. Caso se considere a TDT não necessariamente de forma exclusiva, estas regiões e o Alentejo destacam-se com maiores penetrações (entre 26% e 28%). Já a taxa de penetração de TVS foi superior à média nacional nas regiões autónomas (R.A.), Península de Setúbal e Grande Lisboa.

Famílias sem crianças e de mais baixos rendimentos com maior propensão a dispor de algum televisor com TDT

A tipologia familiar e o rendimento das famílias influenciam os meios de acesso ao sinal de TV utilizado. As famílias com crianças e com maiores rendimentos tendem a registar uma maior penetração de TVS. Em contrapartida, as famílias sem crianças, e as famílias com menores rendimentos verificaram maiores taxas de penetração de TDT. Cerca de 13,5% das famílias com mais baixos rendimentos (1.º quintil) tinham acesso exclusivo à TDT.

Em comparação com o ano anterior, verificou-se uma diminuição na taxa de penetração da TDT nas famílias monoparentais e nas famílias numerosas com crianças.  

Os dados apresentados, relativos a 2025, resultam de um conjunto de questões sobre os meios de acesso ao sinal de TV proposto pela ANACOM e integrado e recolhido pelo INE no “Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas famílias”, realizado entre maio e agosto de 2025.

Meios de acesso ao sinal de TV – 2025:

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Meios de acesso ao sinal de TV – 2025