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Competências digitais em Portugal: 3 em cada 5 pessoas já têm nível básico ou superior em 2025
26.01.2026
3 em cada 5 pessoas tinham competências digitais de nível básico ou superior
O indicador global de literacia digital da Comissão Europeia (Digital Skills Indicator 2.0), com dados relativos a 2025, classificou 32% da população portuguesa entre os 16 e os 74 anos acima do nível básico, 27,2% com o nível básico, 27,6% abaixo do nível básico, 2,7% sem nível e, por fim, 10,6% da população não utilizava Internet.
Portugal ocupava o 13.º lugar no ranking da UE27 no que respeita à percentagem da população com literacia digital acima do nível básico, ligeiramente acima da média europeia (32,0% em Portugal e 31,4% na média da UE27).
A não utilização da Internet colocou Portugal na 5.ª posição do ranking da UE27
A percentagem da população que não utilizou a Internet nos três meses anteriores à data de realização do inquérito tem vindo a diminuir, passando de 17,7% em 2021 para 10,6% em 2025, o que colocou Portugal na 5.ª posição do ranking da UE27.
O principal motivo referido pelas famílias em Portugal para a inexistência de acesso à Internet em casa relacionava-se com limitações de literacia digital, seguindo-se razões associadas à perceção de reduzida utilidade do serviço.
“Comunicação e colaboração” e “Literacia de dados e informação” foram as áreas com maior literacia digital
No que respeita às áreas que avaliam as competências digitais da população residente em Portugal, destacaram-se a “Comunicação e colaboração” (85,2%) e a “Literacia de dados e informação” (76,3%), que apresentaram as maiores percentagens de população acima do nível básico.
Portugal encontrava-se acima da média da UE27 na percentagem da população com competências digitais acima do nível básico nas áreas “Segurança” (+7,3 p.p.) e “Literacia de dados e informação” (+1,3 p.p.), mas abaixo da média nas áreas da “Resolução de problemas” (-14,6 p.p.) e da “Comunicação e colaboração” (-1,5 p.p.).
A literacia digital foi mais elevada em zonas urbanas, entre os mais jovens, com ensino superior e estudantes
Verificaram-se assimetrias territoriais e sociodemográficas relevantes. A literacia digital tende a ser superior nas áreas urbanas, destacando-se a Grande Lisboa e a Península de Setúbal, enquanto o Alentejo e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores registaram os níveis mais baixos.
Os níveis de literacia digital foram mais elevados entre os indivíduos mais jovens (até 34 anos), com maiores níveis de escolaridade e estudantes, e mais baixos entre a população com idades mais elevadas (65 ou mais anos), reformados e pessoas com menores níveis de escolaridade (até ao 3.º ciclo do ensino básico). A disparidade de literacia digital nos grupos sociodemográficos analisados revelou-se mais acentuada em Portugal do que na média da UE27.
30% das empresas tinham Índice de Intensidade Digital “alto” ou “muito alto”
Segundo a Comissão Europeia (Digital Intensity Index v3), cerca de 30% das empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas ao serviço apresentavam, em 2025, um Índice de Intensidade Digital classificado como “alto” ou “muito alto”, colocando Portugal na 19.ª posição do ranking da UE27, abaixo da média europeia (37,6%).
O Índice de Intensidade Digital aumenta com a dimensão da empresa: o nível “muito alto” foi atingido por 36,9% das grandes empresas e por apenas 5,3% das pequenas empresas.
Os sectores das “Atividades de informação e comunicação” e das “Atividades imobiliárias” registaram Índices de Intensidade Digital mais elevados, contrastando com sectores como a “Construção”, o “Alojamento e restauração” e as “Indústrias transformadoras”.
Competências digitais – 2025:

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