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Comissão Europeia alerta para conteúdos ilegais e fraudes online
19.12.2025
Na época das compras, sobretudo entre a Black Friday e o Natal, cresce também o outro lado do comércio online: lojas falsas, anúncios enganadores e esquemas pensados para levar dinheiro e dados pessoais. Foi neste contexto que a Comissão Europeia lançou uma campanha de sensibilização dirigida aos consumidores europeus, com um objetivo simples: ajudar a identificar conteúdos ilegais e fraudes online e incentivar a denúncia nas plataformas.
O alerta é claro. As burlas têm ficado mais sofisticadas, muitas vezes com recurso a Inteligência Artificial, o que torna mais difícil distinguir um anúncio legítimo de um esquema bem montado. E não se trata apenas de uma compra que corre mal: podem estar em causa fraudes financeiras, roubo de credenciais e abuso de dados de pagamento.
Situações mais comuns
Há padrões que se repetem:
- lojas online falsas com “stock limitado” e descontos exagerados
- venda de produtos contrafeitos como se fossem originais
- burlas em plataformas de compra e venda entre particulares
- esquemas de arrendamento que desaparecem assim que recebem sinal
A regra prática é simples: quando há demasiada pressa e pouca informação, convém recuar.
Como reduzir o risco: passos práticos antes de comprar
1) Pare dois minutos quando o preço parece irresistível
Descontos muito acima do normal são, muitas vezes, o isco. Reveja o anúncio e procure a mesma oferta noutros sites. Se ninguém vende a esse preço, talvez seja de desconfiar.
2) Prefira vendedores e plataformas com histórico
Antes de pagar, procurar avaliações, comentários e sinais de vendedor verificado (quando existam). E atenção a perfis novos, sem histórico de vendas, com dezenas de produtos e fotos perfeitas.
3) Confirme se o pagamento é seguro
Prefira métodos de pagamento com autenticação, por exemplo, 3D Secure. Evite pagar “por fora” quando a compra começou numa plataforma, mesmo que a conversa seja simpática e cheia de emojis. Simpatia não é garantia.
4) Verificar quem está do outro lado
Uma loja a sério tem contactos claros: morada, email, telefone, condições de venda, políticas de devolução. Se nada disto existe, ou aparece tudo de forma vaga, é um sinal.
5) Proteger os dados de pagamento
Nunca partilhe dados do cartão por email, SMS ou chat. Um pedido desses é, quase sempre, tentativa de burla. E códigos de autenticação enviados pelo banco? São para uso pessoal, não para “confirmar a compra”.
Encontrou um conteúdo ilegal ou um esquema? Denunciar faz diferença
A campanha da Comissão Europeia lembra um ponto essencial: as plataformas online têm de disponibilizar mecanismos para reportar conteúdos ilegais, ao abrigo do Regulamento dos Serviços Digitais. Em muitas plataformas, esta opção aparece como “Denunciar”, “Reportar” ou, nalguns casos, através da funcionalidade de “notificação e ação”.
Ignorar pode parecer mais fácil, mas deixa o esquema a circular para outras pessoas. Denunciar é um gesto pequeno, com impacto real.
Como denunciar de forma rápida
- Use a opção de denúncia da própria plataforma
- Escolha a categoria mais adequada (fraude, burla, produto contrafeito, etc.)
- Inclua detalhes: link, perfil, prints do anúncio e mensagens
- Guarde comprovativos, caso seja necessário avançar com outros passos
Se já pagou ou partilhou dados
Aqui convém agir sem hesitações:
- Contacte o banco ou o prestador de pagamento o mais depressa possível
- Peça orientações e, se necessário, bloqueie o cartão ou credenciais
- Denunciar na plataforma e guarde toda a informação relevante
Ninguém gosta de admitir que caiu num esquema. Mas quanto mais cedo se atua, maiores são as hipóteses de limitar danos.
Recursos relacionados:
Comissão Europeia: Combater a fraude e as burlas em linha com o Regulamento dos Serviços Digitais
Regulamento dos Serviços Digitais
Saiba mais:
Perguntas frequentes sobre o Regulamento dos Serviços Digitais
Perguntas frequentes sobre Literacia Digital

