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Cerca de 92% das famílias com banda larga fixa no final do 1.º trimestre de 2024

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18.06.2024

No 1.º trimestre de 2024 (1T2024), a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 91,5 por 100 famílias, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que no mesmo período no ano anterior. Esta diminuição deveu-se ao aumento da estimativa anual de agregados domésticos privados do Instituto Nacional de Estatística.

Banda larga fixa aumentou 2,8% nos últimos doze meses

Em comparação com o trimestre homólogo verificou-se um aumento em 126 mil acessos de banda larga fixa (+2,8%), tendo atingido os 4,6 milhões.

A fibra ótica (FTTH/B) foi a responsável pelo aumento do número de acessos verificado, tendo sido igualmente a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, atingindo 66,8% do total de acessos, mais 2,4 p.p. do que no 1T2023. Nos últimos 12 meses, o número de acessos suportados em fibra ótica aumentou 193 mil acessos (+6,7%).

O número de acessos suportados em redes de modem cabo diminuiu 1,5%, representando 25,2% do total (-1,1 p.p. do que há 12 meses).  O número de acessos fixos suportados nas redes móveis diminuiu 3,2% e tinha um peso de 5,2% (-0,3 p.p.). O número de acessos ADSL manteve a tendência decrescente, tendo diminuído 27,6%, por via da substituição por acessos de nova geração, representando 2,5% do total de acessos à Internet em local fixo no final do 1T2024 (-1,1 p.p.).

91% dos acessos tinham velocidades de download anunciadas de pelo menos 100 Mbps

Quanto à velocidade de acesso, no 1.º trimestre de 2024, 91,0% dos acessos de banda larga fixa disponibilizavam banda larga ultrarrápida (i.e., velocidade de download superior ou igual a 100 Mbps).

De acordo com a informação disponível mais recente, a nível europeu, em julho de 2023, Portugal era o quarto país da União Europeia com maior proporção de acessos com velocidades de download iguais ou superiores a 100 Mbps.

O aumento da proporção de acessos de banda larga ultrarrápida ocorreu em simultâneo com o desenvolvimento das redes de fibra ótica (FTTH/B) e da introdução do DOCSIS 3.x nas redes de modem cabo. Estes dois tipos de redes foram responsáveis por 72% e 27% dos acessos com pelo menos 100 Mbps, respetivamente.

Tráfego de banda larga com novo máximo histórico

No 1T2024, o tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 17,3% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O tráfego médio mensal por acesso foi cerca de 308 GB, mais 14,0% do que no 1.º trimestre de 2023. Tanto o tráfego total como o tráfego médio mensal por acesso têm vindo a atingir sucessivos máximos históricos.

Quotas dos operadores

Nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa estão presentes quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a MEO (41,1%), o Grupo NOS (33,7%), a Vodafone (22%) e a NOWO (2,7%).  Em comparação com o trimestre homólogo, as quotas da Vodafone e da MEO aumentaram 0,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente, enquanto as quotas do Grupo NOS e da NOWO diminuíram 0,3 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente. A MEO foi o operador que captou mais acessos em termos líquidos.

Caso se considerem apenas os acessos residenciais, a MEO dispôs da quota de subscritores mais elevada (39,4%), seguindo-se o Grupo NOS (35,9%), a Vodafone (21,2%) e a NOWO (3,1%). Em relação ao trimestre homólogo, as quotas da Vodafone e da MEO aumentaram 0,3 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente, enquanto as quotas do Grupo NOS e da NOWO diminuíram 0,3 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente.

No que respeita a quotas de tráfego de banda larga fixa, a MEO atingiu no 1.º trimestre de 2024 os 43,1%, seguindo-se o Grupo NOS com 29,7% e a Vodafone com 23,7%. A quota da NOWO foi de 1,5%. Em comparação com o 1.º trimestre de 2023, a quota de tráfego da MEO aumentou (+0,8 p.p.), enquanto as quotas da Vodafone, NOWO e Grupo NOS diminuíram 0,4 p.p., 0,3 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente.

Na sequência da entrada em vigor do Regulamento n.º 643/2023, de 6 de junho, que veio substituir o Regulamento n.º 255/2017, de 16 de maio, sobre a prestação de informação de natureza estatística, o relatório inclui algumas diferenças face aos relatórios apresentados em trimestres anteriores. Passou a incluir, nomeadamente, informação desagregada por segmento residencial e não residencial para alguns indicadores, sendo que alguns indicadores podem ter verificado uma quebra de série.

Serviço de acesso à Internet em local fixo – 1.º trimestre de 2024:

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Serviço de acesso à Internet em local fixo – 1.º trimestre de 2024